Frente em Defesa do SUS estabelece calendário para 2018

Aconteceu o terceiro encontro da Frente Democrática em Defesa do SUS, nesta quinta-feira (7), na sede da Associação Paulista de Medicina (APM), para estabelecer um calendário de mobilização para 2018. Foi definido que uma reunião ampliada, a ser realizada em 26 de fevereiro, às 19h30, preparará um ato público de protesto para 5 de abril, às vésperas do Dia Mundial da Saúde (7), para denunciar aos cidadãos e a mídia os principais problemas que inviabilizam uma assistência universal, integral e de qualidade.

Também foi aprovada por unanimidade a produção de pesquisas de opinião com pacientes e profissionais de saúde. A ideia é colher a percepção sobre o atendimento, acesso, condições para a assistência dos segmentos multiprofissionais etc, sendo que os resultados devem ser apresentados para a imprensa em coletiva pré-agendada para o fim de maio de 2018.

Outra importante resolução da Frente Democrática em Defesa do SUS foi construir um programa prioritário para a Saúde, com ações que devem ser tomadas em todos os níveis da administração pública, o mais breve, para que a saúde vire, de fato, política do (e de) Estado, em vez de seguir sendo tratada como plataforma de governos de plantão e/ou partidos.

O Programa Prioritário para a Saúde será elaborado por todos os setores presentes na Frente, além dos que a ela se incorporarem até meados de junho. O objetivo é enviar o documento aos candidatos a deputados, ao Senado, aos governos e à Presidência da República, para que o assumam como plataforma de seus mandatos, caso eleitos.

 

Problemas históricos

“Já é de conhecimento de todos os problemas enfrentados pelo Sistema Único de Saúde. A nossa proposta agora é partir para uma ação prática, com a contribuição de cada organização”, enfatizou o médico e vereador de São Paulo Gilberto Natalini, mediador da reunião, ao abri-la oficialmente na manhã de hoje.

“Volto a enfatizar que é fundamental mobilizar o máximo de forças sociais, pois essa luta é uma luta suprapartidária, em defesa da saúde dos cidadãos. Temos de agir sempre com imparcialidade e neutralidade, focando nas questões do SUS, completou o diretor adjunto de Defesa Profissional da Associação Paulista de Medicina, João Sobreira de Moura Neto.

Participaram também do encontro João Inácio Mildner (Arquidiocese de São Paulo), Jonatas da S. Souza (Crefito-3), José Aureliano P. de Vasconcelos (Cobap), Luciana Feldman (Gabinete do Vereador Natalini), Marcelo Araf (Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia – Regional São Paulo), Marilene Rezende Melo (Associação Brasileira de Mulheres Médicas), Mario Santoro (Cejam), Neide Aparecida Sales Biscuola (APCD), Orlando Cândido dos Passos (Observatório da Saúde), Antônio Vitor Ramos Cardoso (UBS-Cambuci), Carlos Augusto Meinberg (Santa Casa), Carlos Benedito Marcondes (UBS/AMA – Sé Frederico Alvarenga), Edson Ferreira da Silva (Sindhosfil), Fabíola Campos (Coren-SP), Francisca Goreth M. Fantini (Academia Brasileira de Neurologia), Héldio Fortunato Gaspar de Freitas (SBMEE), Ismael Gianeri (UGT), José Carlos Prates (Academia de Medicina de São Paulo), Pedro Alberto Miracca (UBS – Cambuci), Wilson Rubens Andreoni (SBCP) e Artur Monteiro (conselho participativo).

Fonte: site APM



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